Crônica d’A Trajetória
(escrito em 02.09.2016)
Tudo começa no Ensino Médio, quando você finalmente cresce e precisa responder sobre o que vai ser. Tantas dúvidas que três anos (dois anos e meio, na verdade) não são suficientes, principalmente porque essa é a fase de nossas vidas em que tudo fica mais divertido.
Então o vestibular começa a bater à porta com autofalantes anunciando a sua chegada em grande estilo – e medo. Hora dos cursinhos para alguns e noites sem dormir para todos. A essa altura, muitos já se decidiram ou se encontraram nos caminhos da vida. As provas chegam, e as noites ficam ainda mais curtas, e só nos resta torcer pelos ônibus rápidos, pelos sinais abertos e pelo destino não ter tão longe assim. Alguns passam de primeira, outros não, e revisam sua vida, reafirmando ou não suas escolhas. Aos que passam, um mundo novo os aguarda...
É o primeiro dia de aula e os alunos “calouros” se conhecem e se perguntam o que estão fazendo ali, quase certos de que a sujeira acontecerá. Em vez disso, uma aula confusa e polêmica, com brigas e altas tensões. No fim, uma enxurrada de alunos “veteranos” invade a sala revelando que a aula era falsa. Depois disso, a tensão, que se arrasta por semanas a fio: “o trote”. Dois meses depois, ele acontece, e agora poderemos viver em paz e anunciar: “Agora a faculdade finalmente começou”.
E acontece de tudo: professores “malucos” e parceiros, provas loucas e tranquilas, trabalhos de arrepiar e divertidos, encontros de estudantes e eventos legais bem no meio do semestre e forninhos segurados esperando eternamente pelas notas. E o feijão, claro, esse não pode faltar, é tradição! O primeiro semestre é como uma festa, mas no segundo a realidade começa a pesar (principalmente nos olhos, que custam a se manter abertos em certas aulas). O final do primeiro ano revela uma “missão impossível”: organizar o trote dos próximos calouros, uma tarefa mais difícil do que estar às 8 horas da manhã na UNEB em pleno sábado.
O segundo ano representa mudanças para alguns: começam os estágios, os grupos de pesquisa e extensão e as iniciações científicas. Todos começam a correr, de fato, contra o temido ACC. Para aliviar a tensão, nada como uma partida de dominó, com jogadores fiéis. Ou, que tal, um CAMPEONATO DE DOMINÓ? Tradições também mudam, e a Tia Nilza ficará sempre nos nossos corações. Tio João também. “Oficina de Comunicação e Expressão” revelou grandes artistas, e a “Oficina de Programação Visual” nos ensinou como um mesmo tema pode ter abordagens tão diferentes. Como menção honrosa temos o momento em que se percebe que não haverá mais aulas aos sábados...
No terceiro ano a vida se define: mais pessoas envolvidas com a vida profissional. Começam os desafios: conseguir planejar e produzir uma campanha em RP, elaborar um diagnóstico para uma organização e criar e gerir uma página de mídia social, num mesmo semestre, foi um verdadeiro mistério a ser revelado. A Copa, as paralizações e as greves deixaram nosso mundo ainda mais bagunçado. E as ACC’s são cada vez mais temidas.
Agora estamos no último ano, e mais dispersos: alguns estão com 3 disciplinas, outros com 4, 5, ou até 6. Os desafios estão bem maiores, como elaborar um plano de ação do diagnóstico, e dois produtos institucionais (e esta revista é um deles!). É chegada a hora de entregar as ACC’s. E aí, todos conseguiram? Como vai ser nossa formatura? Além disso, é hora de montar um anteprojeto que será apresentado como ponto de partida dos nossos TCC... Peraí, já vamos fazer TCC?!? Socorro!!
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